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11 de jan de 2010

A excelência de Dallas – Fort Worth


Impulsionado pelos grandes eventos esportivos que serão realizados em 2014 e 2016, o Brasil começa agora a pensar no aprimoramento estrutural de seus aeroportos. E, para isso, nada melhor que conhecermos exemplos de sucesso pelo mundo, que podem servir de referência para mudanças que nos levem a melhores resultados!

De acordo com a Embratur, a expectativa com a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil é de que aproximadamente 11 milhões de turistas visitem o nosso território nos próximos anos – o que significaria um aumento de 304% na entrada de divisas estrangeiras no país, algo equivalente a US$ 17,6 bilhões até 2020.

No entanto, para que isso aconteça de fato, um dos pontos cruciais a serem observados é a questão da acessibilidade. Especialmente no que tange ao quesito "acesso viário", o país necessita de um forte processo de reestruturação em seus equipamentos, no intuito de evitar – durante a realização desses eventos – uma trágica repetição dos "apagões aéreos" que imobilizaram o tráfego nacional em 2007.

Assim – embora a Infraero afirme já possuir um detalhado plano de investimentos para os aeroportos dos 12 destinos que irão abrigar os jogos do Mundial –, é sempre importante identificarmos as melhores práticas desenvolvidas pelo setor, de modo que nossas ações possam ser conduzidas – através de ideias inovadoras – em direção a procedimentos operacionais cada vez mais eficazes.

Nesse sentido, um dos grandes exemplos internacionais de excelência em infraestrutura aeroportuária é o Aeroporto Internacional de Dallas – Fort Worth (DFW), que recebeu um investimento de US$ 2,7 bilhões em melhorias na última década. Premiado recentemente pela Airport Revenue News como "o aeroporto com os melhores serviços ao consumidor do mundo", o DFW está localizado entre as cidades de Dallas e Fort Worth, nos EUA, e é considerado o terceiro mais movimentado do planeta.

Com uma área superior a sete hectares, o gigante DFW – que opera 134 destinos domésticos e 37 internacionais – funciona praticamente como uma "pequena cidade": possui o seu próprio código postal, uma diversidade de serviços públicos, além de quase 200 lojas, que incluem restaurantes, lanchonetes, hotéis, salões de cabeleireiro, spa express, entre outros.

Além disso, o aeroporto conta com três torres de controle (algo inédito no mundo), minimizando o risco de atrasos, e com cinco grandes terminais, todos interligados por um trem sem condutor, que circula em média a cada 2 minutos. Com efeito, é importante destacarmos a preocupação estética conferida ao ambiente dos terminais: prédios com arquitetura diferenciada, sempre repletos de esculturas, pinturas e murais, que conferem uma sensação de profundo bem-estar aos usuários.

Há também à disposição dos passageiros uma série de locais destinados à recarga de aparelhos eletrônicos, além de serviços de Internet (pagos e gratuitos) em todo o aeroporto. Tudo isso – e este é um detalhe importante – com um preço equivalente ao cobrado no comércio comum da região, algo bastante diferente do que ocorre no Brasil, onde os valores operados em aeroportos são quase sempre muito maiores.

Saiba mais sobre o DFW no site: http://dfwairport.com.

2 comentários:

  1. Ótimo exemplo para os destinos que desejam melhorar seus aeroportos. Serve como subsídio para elaboração de projetos. - Andreia

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  2. Temos um grande desafio para os destinos que receberão a Copa 2014, pois nossos aéroportos já não suportam o fluxo atual. Como nossos destinos indutores - sedes da copa- estaõ preparando seus projetos???Fica ai uma boa idéia. Uma cidade que se repensou...que inovou.

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